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05 outubro 2013

I Jornada sobre CIF e as pessoas com deficiência


I JORNADA SOBRE CIF E AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
Capa do livro “Classificação internacional de funcionalidade, incapacidade e saúde”
 A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) e os instrumentos de caracterização da deficiência
30 de OUTUBRO de 2013
TEATRO AMRIGS  Av. Ipiranga 5311, Porto Alegre, RS

09 julho 2013

Conselho propõe a criação de serviço especializado às pessoas com deficiência

Hoje (09) o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Cruz Alta (CMPD) aprovou a Resolução 001.13, que propõe a criação da Equipe de Referência para atenção à Pessoa com Deficiência de Cruz Alta-RS.


A Equipe de Referência para Atenção à Pessoa com Deficiência foi concebida a partir da experiência do serviço a assistência social da Secretaria de Desenvolvimento Social, que identificou a necessidade do município disponibilizar serviço especializado para a proteção das pessoas com deficiência. A Resolução propõe, ainda, que a equipe seja formada por profissionais de diversas as áreas, como por exemplo, Assistência Social, Saúde e Educação, de forma que os serviços básicos das várias secretarias sejam articulados em função da necessidade da pessoa com deficiência.

A Assistente Social, Teresa Oliveira, esclareceu que a atenção básica à pessoa com deficiência já é realizada pelo três  Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), porém determinadas situações exigem maior  especialidade e sitou a política do idoso, onde o serviço especializado acontece com bons resultados.  

Ao identificar as demandas e propor soluções o Conselho cumpre a atribuição prevista na Lei Municipal 1.540/06. A Resolução 001.13, aprovada pela Ata 029, de 9 jul 13, será encaminhada ao Executivo para avaliação e providências.

08 maio 2013

Programa cadastra pessoas com deficiência em Curitiba

Agência de Notícias da Prefeitura de Curitiba | 07.05.13

Todos os curitibanos com deficiência que possuem restritas condições de mobilidade, autonomia ou comportamento e não conseguem utilizar os demais meios de transporte coletivo existentes na cidade podem se cadastrar para serem atendidos por um transporte especial. O Programa Acesso, um serviço da Prefeitura de Curitiba, foi criado em março, exclusivamente para pegar as pessoas com deficiência em suas residências e levá-las aos serviços de saúde para consulta, exames, habilitação e reabilitação e, após o atendimento, reconduzi-las às suas residências. 

A regional Pinheirinho foi a primeira a receber o serviço. A partir do segundo semestre, as demais regionais começarão a atender a quem precisa. Para isso, os Centros de Referência da Assistência Social (CRAS) estão cadastrando as pessoas que queiram usar o transporte especial Acesso - que funciona de segunda-feira a sexta-feira, exceto em feriados, das 8h às 17 horas. 

O programa - Podem utilizar o serviço do Acesso, pessoas com deficiência que não possuam autonomia relacionada às questões motora, emocional e intelectual para utilizar os demais meios de transporte coletivo existentes no município, mesmo quando recebem auxílio de um adulto. 

Os interessados devem, em primeiro lugar, fazer o cadastro no CRAS mais próximo de sua casa. A utilização do ônibus só será possível se a pessoa com deficiência estiver de posse da Carteirinha do Usuário e solicitar agendamento do serviço. 

Após a avaliação social realizada pela assistente social do CRAS, os interessados devem procurar a Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência, munidos de Carteira de Identidade, avaliação médica da deficiência; comprovante de residência. A partir daí, será feito o encaminhamento para o serviço pretendido (saúde, convivência ou assistência social). 

A Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência atende pelo telefone (41) 3262-1314, ou na Rua Simão Bolívar, 1.366, Hugo Lange.

21 junho 2012

São Paulo realiza formatura da primeira turma de cuidadores de pessoas com deficiência

SDPcD SP | 21.06.12

Cerimônia acontecerá na próxima segunda, 25/6, e reunirá alunos, professores, familiares e militantes da área da deficiência. Evento será aberto ao público.
Dr. Shao, da FMUSP, na aula inaugural do curso para Cuidadores

Em um passado remoto, a figura do “cuidador” era caracterizada pelo familiar ou responsável que instintivamente prestava todo atendimento às necessidades básicas da pessoa com deficiência. Agora, o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, oferece curso de capacitação, em que o aluno recebe informações cruciais sobre saúde, organização, planejamento, moda e direitos, entre outros.

A primeira turma do Curso de Qualificação Básica de Cuidadores de Pessoas com Deficiência será formada na próxima segunda-feira, dia 25, a partir das 14h. A Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Dra. Linamara Rizzo Battistella, entregará aos 51 aprovados um certificado emitido pelo Centro Paula Souza.

Entre os 90 inscritos, 73 alunos concluíram o curso e 51 foram aprovados. A formatura contará com alunos, professores e interessados nas próximas turmas do curso, além de familiares e militantes da área da pessoa com deficiência que defendem o direito da pessoa com deficiência à autonomia e independência.

O curso teve duração de três meses e 90% do plano de ensino foi realizado à distância, por meio de uma plataforma virtual. A iniciativa é uma parceria da Secretaria com a Disciplina de Telemedicina da Faculdade de Medicina da USP, em conjunto com o Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, o Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza e a Fundação de Apoio à Tecnologia (FAT).

O conteúdo do curso foi distribuído em seis eixos principais: “Noções de Organização e Planejamento”, “Hospitalidade Doméstica e Pública”, “Moda Inclusiva”, “Direitos da Pessoa com Deficiência”, “Saúde Integral” e “Saúde da Pessoa com Deficiência”.


09 junho 2012

Estudo vincula nascimentos prematuros a maior risco de doenças mentais

James Gallagher | BBC | 05.06.12
Bebês nascidos prematuramente correm maiores riscos de desenvolver doenças mentais mais tarde em suas vidas, dizem pesquisadores da Suécia e Grã-Bretanha.
Segundo um estudo publicado na revista científica The Archives of General Psychiatry, há mais chances de que esses bebês sofram de doenças como distúrbio bipolar, depressão e psicose.
Eles lembram também que houve muitos avanços nos cuidados oferecidos a bebês prematuros nas últimas décadas e, portanto, os riscos devem ser menores para os nascidos hoje.Os especialistas enfatizam, no entanto, que os riscos são baixos, ainda que sejam maiores em bebês prematuros.

Números
Uma gravidez normal dura cerca de 40 semanas. Um em cada 13 bebês, no entanto, nasce prematuro - antes de completar 36 semanas.
Os especialistas do Instituto de Psiquiatria do King's College London, na Grã-Bretanha, e do Karolinska Institute, na Suécia, analisaram dados de 1,3 milhão de pessoas nascidas na Suécia entre 1973 e 1985.
Eles verificaram que 10.523 pessoas do grupo foram admitidas em hospitais com doenças psiquiátricas e que 580 destas tinham nascido prematuramente.
As análises estatísticas revelaram que duas em cada mil crianças nascidas após a gestação padrão desenvolveram doenças mentais.
A incidência subiu para quatro em cada mil entre bebês nascidos antes de completar 36 semanas e seis em cada mil para bebês nascidos com menos de 32 semanas.
Entre bebês muito prematuros, a probabilidade de sofrerem de distúrbio bipolar foi sete vezes maior – em comparação a bebês nascidos após gestação normal. E a probabilidade de sofrerem de depressão foi quase três vezes maior.
Segundo uma das pesquisadoras envolvidas no estudo, Chiara Nosarti, os índices podem ser maiores, já que casos menos graves de doenças mentais muitas vezes não chegam ao hospital.
Mas ela disse à BBC que, de maneira geral, os riscos são relativamente baixos e que a vasta maioria de bebês prematuros é saudável.
“Não acho que os pais devam se preocupar, mas sabemos que nascimentos antes do tempo implicam em uma maior vulnerabilidade a várias doenças psiquiátricas”, disse. "Talvez os pais devam estar conscientes disso e monitorar sinais, logo cedo, de problemas mais sérios no futuro”.
Sobre as possíveis causas desses problemas, a especialista especula que “perturbações no desenvolvimento” possam, talvez, afetar os cérebros dos bebês.
Repercussão
A presidente da entidade beneficente britânica de saúde mental SANE, Marjorie Wallace, disse: “Já sabíamos que partos prematuros podem estar associados à esquizofrenia, mas obter evidências vinculando isso a uma gama de doenças psiquiátricas que resultaram em hospitalização é impressionante”.
Uma ONG britânica que aconselha pais sobre cuidados com bebês, a entidade beneficente Bliss, disse que já foi estabelecido que o nascimento prematuro afeta o desenvolvimento do cérebro.
Entretanto, o presidente da entidade, Andy Cole, ressaltou o fato de que algumas das pessoas incluídas no estudo nasceram 40 anos atrás.
“Práticas clínicas para limitar danos neurológicos a recém nascidos sofreram transformações nas últimas quatro décadas, com resultados melhores observados hoje”, disse.
“Houve desenvolvimentos em (técnicas de) resfriamento do cérebro para evitar danos, assim como melhorias na ventilação para assegurar que chegue oxigênio suficiente ao cérebro”, explicou.

Triagem Neonatal alcança 83% de cobertura nacional

Portal da Saúde | 06.06.12

TESTE DO PEZINHO 
Todos os estados brasileiros contam com os serviços de referência e postos de coleta de sangue para realização do teste. Em oito anos, pelo SUS, foram realizados mais de 19 milhões de exames.

O Programa Nacionalde Triagem Neonatal (PNTN) que realiza o Teste do Pezinho alcançou 83% de cobertura entre as crianças que nasceram no ano passado. Em 2000, o índice de cobertura nacional era de 56%. O programa abrange, além da realização dos exames e detecção precoce de doenças, o acompanhamento e o tratamento dos pacientes. Em oito anos foram realizados mais de 19 milhões de exames no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

No ano passado, 2.861.868 crianças realizaram o Teste do Pezinho. Deste total, somente 62,11% das crianças tiveram acesso aos serviços de saúde para coleta sanguínea no período ideal (até sete dias de nascido). Em 2004, apenas 44,85% das crianças tiveram a coleta realizada no período adequado.

Todos os estados contam com Serviços de Referência em Triagem Neonatal e postos de coleta (de sangue) para realização do teste – são 30 serviços de referência e 17.854 postos.

Em apenas três anos, o número de estados habilitados na Fase III passou de cinco para nove, com adesão do Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Sul e São Paulo. Atualmente, nove estados encontram-se na Fase I e mais nove na Fase II.

O secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães, destaca que o teste do pezinho, obrigatório no país, é a primeira etapa da triagem neonatal. “O teste é uma ação preventiva que permite fazer o diagnóstico de algumas doenças a tempo de interferir na evolução delas por meio do tratamento específico, permitindo a diminuição ou a eliminação das sequelas associadas a cada uma”, pondera o secretário.

ASSISTÊNCIA – O programa abrange, além dos exames, o acompanhamento e o tratamento dos pacientes, muitas vezes, durante toda a vida. Dessa forma, os testes são implantados nos estados em três fases, conforme a estruturação dos serviços – capacidade de oferta dos testes de laboratório, contratação de profissionais para o acompanhamento do paciente e a estrutura para o tratamento.

Na fase I do PNTN, é feita a cobertura das doenças Hipotireoidismo congênito e Fenilcetonúria. Essas doenças são triadas nos 26 estados e o Distrito Federal.

Os estados que se habilitam na Fase II do programa incorporam, além das duas doenças citadas, a Doença Falciforme no seu escopo de diagnóstico, tratamento e acompanhamento contínuo. A doença falciforme é triada por 18 estados e a cobertura é de 73,41%, sobre o número de nascimentos.

A última fase prevista é a Fase III, que adiciona a Fibrose Cística ao rol de procedimentos da triagem neonatal - enfermidade que apresenta uma cobertura 47,93%, sendo triada e acompanhada por nove estados.

A inclusão das doenças Hiperplasia adrenal congênita e deficiência da Biotinidase, prevista para 2013, fará parte da Fase IV. Os estados que farão o diagnóstico e acompanhamento serão os que estão na Fase III. Esta medida está associada ao Programa Viver Sem Limites, lançado este ano pelo governo federal, no âmbito da Política de Atenção Integral à Pessoa com Deficiência. O PNTN terá como meta a identificação e intervenção precoce de deficiências que podem ser identificadas na triagem neonatal.

O secretário Helvécio Magalhães afirma que é preciso estruturar os serviços para que todos os estados tenham condições de realizar o diagnóstico de seis doenças até 2014. “Estamos trabalhando na extensão do Programa de Triagem Neonatal, mas isso também depende dos gestores locais”, ressalta Magalhães.

PARCERIA – Em março, o Ministério da Saúde firmou parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para reformulação do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), com melhorias no teste do pezinho. “Vamos fazer um diagnóstico da situação e um plano de ação para cada um dos estados de tal forma que, até 2014, todo o país tenha um nível de excelência em triagem neonatal para seis doenças e ambulatórios e serviços de referência”, explica Helvécio Magalhães. Para isso, serão transferidos R$ 8,4 milhões para a UFMG.

O Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico (Nupad) da Faculdade de Medicina da UFMG atuará em todas as etapas da reformulação do programa – desde a montagem de sistema de informações até a capacitação e o treinamento de profissionais. O objetivo do Ministério da Saúde é chegar à cobertura universal dos nascimentos, possibilitando o início precoce do tratamento.

AVANÇOS - O Teste do Pezinho tem capacidade para identificar quatro doenças - Hipotireoidismo congênito, Fenilcetonúria, Fibrose cística e Doença Falciforme. O Ministério da Saúde investe anualmente, em média, R$ 52 milhões, mas a meta é que esse valor passe para R$ 120 milhões. O intuito é expandir e qualificar os serviços nos estados e incluir, gradativamente, exames e tratamento para duas novas doenças – Hiperplasia Adrenal Congênita e Deficiência de Biotinidase, com início de triagemem 2013.

A medida está associada ao Programa Viver Sem Limites e contextualizada na Rede Cegonha - estratégia lançada em 2011 pelo governo federal - voltada à atenção integral a gestantes e bebês (até dois anos de vida).

O investimento federal na Rede Cegonha é de R$ 9,4 bilhões até 2014 – recursos destinados à melhoria e expansão da estrutura física e do atendimento às mulheres e crianças em todo âmbito do SUS – incluindo as unidades que realizam o Teste do Pezinho.

Atualmente, no Brasil, 62,11% das crianças têm acesso aos serviços de saúde para coleta sanguínea no período ideal (até sete dias de nascido).


24 maio 2012

Curso de Odontologia voltado para as pessoas com deficiência da FADERS chega a sua 12ª edição



Faders | 22.05.12

Formar dentistas e auxiliares para atendimento de pessoas com deficiência e necessidades especiais, há onze anos, tem sido o papel do curso ministrado pela Fundação de Articulação e Desenvolvimento das Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência e Pessoas com Altas Habilidades do RS - FADERS, na Unidade de Atenção Especializada Morretes, na capital.
 O curso que iniciou no ano 2000, já qualificou mais de cento e quarenta cirurgiões-dentistas e 61 auxiliares em saúde bucal de diversos municípios do Rio Grande do Sul. A média de pacientes atendidos durante os cursos é 237 e são realizadas cerca de 900 consultas em cada edição, sendo uma média de 1220 procedimentos odontológicos. Tendo a carga horária total de 184 horas. Seus participantes são cirurgiões-dentistas vinculados ao SUS e Pessoal Auxiliar, que atuam junto à equipe de saúde bucal no Estado do Rio Grande do Sul. O curso é gratuito e onde também são realizados trabalhos de pesquisa, monografias e elaboração de projetos de implementação de serviços de atendimento odontológico a pessoa com deficiência.

Para esta edição do curso estão participando do curso representantes de 18 municípios gaúchos até o momento, sendo que o mesmo está programado para desenvolver-se no período de um semestre. A linha didático-pedagógica enfatiza um modelo de ensino-aprendizagem centrado na realidade dos serviços de saúde pública e na experiência vivida pelo aluno na prática da odontologia para pessoas com deficiência; orientando à aprendizagem em função do estudo e da problematização da realidade de saúde bucal das pessoas com deficiência, estimulando a capacidade crítica, reflexiva e resolutiva dos alunos, através da fundamentação teórica e conceitual necessária da prática odontológica na especialidade. Atualmente o Rio Grande do Sul, e o único estado a oferecer um curso para os profissionais da odontologia com esta temática.

A aula inaugural do Curso de Aperfeiçoamento Para Cirurgiões Dentista e Pessoal Auxiliar no Atendimento odontológico ao Paciente com Deficiência e Necessidades Especiais, realizado pela Secretaria de Justiça e Direitos humanos, através da FADERS, em parceria com a Escola de Saúde Pública – ESP, acontece na próxima quinta-feira, 24/05, no auditório da ESP, na capital.

14 maio 2012

APM promove curso de Medicina Física e Reabilitação com foco em legislação para pessoa com deficiência

SDPcD SP | 14.05.12

Público alvo: residentes, pós-graduandos, aprimorados, fisiatras e especialistas correlatos com intuito de atualização 
Associação Paulista de Medicina (APM) realiza em 22 de maio de 2012 o curso de Medicina Física e Reabilitação com Enfoque para a Legislação Referente à Pessoa com Deficiência.

O evento tem como foco os cerca de 1 bilhão de pessoas que vivem atualmente, em todo o mundo, com deficiência. Os dados são de Relatório Mundial sobre Deficiência elaborado pela OMS a partir de uma pesquisa realizada em 155 países. Ainda segundo a pesquisa, as doenças crônico-degenerativas respondem a 62,7% da carga da incapacidade mundial.
Para a Profª Drª Linamara Rizzo Battistella, secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, a pergunta a ser feita é: como o médico fisiatra pode avaliar a incapacidade de forma a prescrever métodos terapêuticos, medicamentosos e não medicamentosos que possam superar a deficiência e ampliar a funcionalidade do paciente?

“As doenças crônicas são um grande desafio no campo da saúde, o objetivo do curso é ampliar a visão do profissional sobre o atendimento e métodos de tratamento e atendimento às pessoas com deficiência, principalmente no estado de São Paulo, onde existem aproximadamente 9 milhões de pessoas com algum tipo de incapacidade”, afirma.

O curso terá início às 19h e é voltado para residentes, pós-graduandos, aprimorados, fisiatras e especialistas correlatos com intuito de atualização. Para se inscrever ou obter mais informações acesse: www.apm.org.br

SERVIÇO

Curso de Medicina Física e Reabilitação com Enfoque
para a Legislação Referente à Pessoa com Deficiência



Informações e Inscrições
Tel: (11) 3188-4281
inscricoes@apm.org.br

28 abril 2012

RS terá centro de capacitação profissional para pessoas com deficiência

Faders | 26.04.12
O secretário Fabiano, o presidente nacional do INSS, Mauro Hauschild, e a Presidente da Faders, Marli Conzatti, reuniram-se com entidades para tratar do tema
Uma parceria entre governo do Estado, INSS, entidades e empresas oferecerá uma nova perspectiva profissional para as pessoas com deficiência no Rio Grande do Sul. Na tarde desta terça-feira (24), o presidente do INSS, Mauro Hauschild, e o secretário da Justiça e dos Direitos Humanos, Fabiano Pereira, reuniram-se com lideranças ligadas ao tema para definir a instalação de um Centro de Habilitação e Reabilitação para Pessoas com Deficiência em Porto Alegre. O encontro ocorreu no prédio onde deverá funcionar o centro, na avenida Bento Gonçalves.

O local, inaugurado em 1977, tem um histórico de formação profissional. No prédio, funcionaram cursos de capacitação e profissionalização, interrompidos há cerca de 10 anos. Com a retomada das atividades focadas nas pessoas com deficiência, o INSS deverá ceder três andares ao Estado para a instalação do centro.

A intenção é que o local seja uma referência em reabilitação profissional para as pessoas com deficiência, oferecendo capacitação e estudos, além de desenvolver tecnologia e conhecimento para outros pontos de atendimento no Estado. A proposta, que prevê também o uso de técnicas assistidas para melhorar a saúde, está sendo elaborada pela Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência e Altas Habilidades (Faders). A partir de agora, um Comitê Executivo definirá em até 30 dias as formas de custeio do centro e como será gerido o atendimento.

"Já temos todas as instâncias de governo e as entidades alinhadas e trabalhando juntas, de maneira que agora encaminharemos de maneira executiva a instalação do centro. Além do atendimento, aqui será um local de geração de conhecimento para a reabilitação das pessoas com deficiência”, afirmou o secretário Fabiano.

Hauschild também comemorou a iniciativa. “Já temos as condições técnicas e o local para instalar o centro, que será uma grande vitória para todos nós”, completou o presidente do INSS.


Fonte: Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos

20 janeiro 2012

Santa Maria - Dez jovens surdos comemoram ingresso no Ensino Superior

Tatiana Py Dutra | Diario Santa Maria | pela FADERS | 19/01/2012
Num passado não muito distante, uma criança nascida surda estava praticamente condenada a uma vida de exclusão, longe de escolas, do mercado de trabalho e, muitas vezes, até da família. Hoje, com a consolidação da cultura surda – que detém idioma próprio, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) – e com a estruturação de políticas educacionais e sociais relacionadas a um universo de pessoas que não ouvem, é cada vez mais comum ver surdos conquistando um espaço que antes lhe era negado. No último vestibular da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), por exemplo, 10 surdos foram aprovados (veja quadro).


Pode parecer pouco, equivale a 5,8% das 173 vagas que a UFSM oferece para portadores de deficiência, mas o número de aprovados também demonstra a dificuldade enfrentada pelas pessoas surdas para chegar ao Ensino Superior.

– Não existe cursinho para surdos. Estudamos em casa – comenta o auxiliar de informática Marcelo de Lima Gonçalves Junior, 23 anos, aprovado no vestibular para o curso de Sistemas de Informação.

Há quase dois anos, Marcelo trabalha na empresa Planalto, onde estão empregados outros 14 surdos. Desses, cinco passaram no vestibular. Na última sexta-feira, o Diário bateu um papo, intermediado pelo intérprete Luís Fernando Pereira, assistente de Recursos Humanos da empresa, com os quatro calouros, que falaram sobre a expectativa de entrar na faculdade.

Aprovada em Pedagogia, Geovana dos Santos, 28 anos, está ansiosa para começar a estudar.
– Quero dar aulas, ensinar para crianças surdas. Gosto muito do contato com os surdos – diz.
Futuro – O mesmo deseja o auxiliar José Antonio Lorensi Monteiro, 30 anos, futuro professor de Educação Física, que só aprendeu a se comunicar em Libras aos 6 anos.
– Acho que o espaço para o surdo está crescendo. Tenho uma filha de 6 anos, que sabe Libras desde pequenininha. Ela não viverá as mesmas dificuldades que enfrentei para estudar e trabalhar – acredita.

Hospital para reabilitação de pessoas com deficiência

Daniele Gaito | Diário de São Paulo | 10.01.12

Devem ser finalizadas, até o final deste ano, as obras do hospital de reabilitação da rede Lucy Montoro. A unidade é uma das poucas existentes no estado de São Paulo e tem investimentos de mais de R$ 9,8 milhões.
“A expectativa tanto da faculdade quanto do Governo do Estado é de que consigamos inaugurar o hospital até o final deste ano”, explica José Augusto Alves Ottaiano, diretor-geral da Famema (Faculdade de Medicina de Marília).
De acordo com ele, as obras estão seguindo o curso normal, atendendo ao cronograma previsto. Já a contratação de profissionais e disponibilização de equipamentos hospitalares dependem do Governo do Estado.
A unidade de reabilitação mariliense começou a ser construída em 2010 e, depois de pronta, atenderá uma população de mais de 1,2 milhão de habitantes de 62 municípios da região.
O hospital é voltado a pessoas com deficiência temporária (devido a algum acidente, por exemplo) ou congênita. A unidade oferecerá uma estrutura completa, com setor de diagnóstico, salas de atendimento individual, ginásio de mecanoterapia, espaços para condicionamento físico, terapia ocupacional, fisioterapia, enfermaria, consultórios e terapia em grupo.
A Famema estima que sejam contratados aproximadamente 150 profissionais, entre fisioterapeutas, psicólogos, médicos fisiatras, assistentes sociais, nutricionistas e terapeutas ocupacionais, para que os serviços do hospital possam ser desenvolvidos.
O prédio segue padrão recomendado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Para a construção, foi mantida uma árvore pau-brasil, sendo que as outras que precisaram ser retiradas serão substituídas em área municipal.

18 dezembro 2011

Inglaterra - Pesquisadores afirmam que descobriram outros dois sintomas que podem indicar que uma pessoa está sofrendo um derrame


Um projeto desenvolvido pela University Hospitals of Leicester NHS Trust (parte do serviço público de saúde britânico) descobriu que fraqueza nas pernas e perda de visão também são sintomas do derrame.
Segundo a entidade assistencial britânica voltada para o tratamento do derrame, a Stroke Association, informa em sua página na internet que existem três sintomas que precisam ser observados.
O primeiro é fraqueza facial, notar se a pessoa consegue sorrir ou se um canto da boca ou um dos olhos está com aparência caída.
Outro sintoma é a fraqueza nos braços, observar se a pessoa consegue erguer os dois braços. E o terceiro sintoma são os problemas de fala, tentar detectar se a pessoa consegue falar claramente ou entender o que outra pessoa fala.


Campanha

Uma campanha recente do NHS, o serviço público de saúde britânico, destacou estes três sintomas de derrame.
Mas, para Ross Naylor, professor na University Hospitals of Leicester, as pessoas precisam começar a procurar pelos cinco sintomas.
"A campanha do NHS foi bem-sucedida, mas é importante que as pessoas saibam que fraqueza nas pernas e perda de visão também são sintomas que precisam ser observados", disse.
"Temo que muitas pessoas não saibam que qualquer um que esteja com um ou ambos destes sinais adicionais, sozinhos ou com um dos outros três sintomas, pode significar um indicador de que a pessoa, ou um ente querido, está tendo um derrame e também precisa procurar ajuda médica com urgência", acrescentou.
Simon Cook, chefe de operações da Stroke Association para a região de East Midlands, afirmou que a campanha do NHS é útil pois os três sintomas são fáceis de reconhecer pela maioria do público.
"Certamente existem outros sintomas, como visão desfocada e fraqueza nas pernas. Mas, acreditamos que o mais importante é que as pessoas se lembrem de agir rapidamente quando observarem os sinais de um derrame e liguem para os serviços de emergência", afirmou.
Fonte: BBC Brasil. 02.12.11

11 dezembro 2011

Principais causas das deficiências e como evitá-las


Síndrome de Cornélia de Lange
• As hereditárias ou congênitas – que aparecem por questões genéticas (no feto). Podem ser evitadas, em parte, com exames pré-natais específicos (cariótipo e para outros erros inatos do metabolismo como fenilcetonúria, hemoglobina, hipertiroidismo congênito) e serviços de genética clínica para aconselhamento genético aos casais.








• As decorrentes da falta de assistência ou da assistência inadequada às mulheres durante a gestação e o parto são evitáveis com investimento e melhoria da qualidade do pré-natal (consultas e exames laboratoriais), parto (natural, de risco, cesarianas) e pós-parto.

 • A desnutrição, que acomete famílias de baixa renda, especialmente crianças a partir do primeiro ano de idade – é evitável por meio de políticas públicas e empresariais de distribuição de renda, criação de emprego e melhoria das condições gerais de vida da população.






• Aquelas que são consequência de doenças transmissíveis, como a rubéola, o sarampo, a paralisia infantil, as doenças sexualmente transmissíveis (como a sífilis na gestante) – são evitáveis por ações de proteção e promoção à saúde, como 
informação, vacinação e exames pré-natais.


• As doenças e eventos crônicos, como a hipertensão arterial, o diabetes, o infarto, o acidente vásculo-cerebral (AVC), a doença de Alzheimer, o câncer e a osteoporose – são em parte evitáveis pela mudança de hábitos de vida e alimentares, 

diagnóstico precoce e tratamento adequado.

 • As perturbações psiquiátricas, que podem levar a pessoa a viver situações de risco pessoal – são em parte evitáveis por meio da proteção à infância, e do diagnóstico precoce, da assistência multiprofissional e do uso de medicamentosapropriados.

• Os traumas e as lesões, muitas vezes associados ao abuso de álcool e às drogas, principalmente nos centros urbanos, onde são crescentes os índices de violência e de acidentes de trânsito – são evitáveis pelas políticas públicas integradas e multisetoriais para a redução da violência e da melhoria das condições gerais de vida (habitação, escolaridade, oportunidades, esporte, arte, lazer) e de 
mudanças de hábitos da população.

Atuar sobre os fatores que causam as deficiências é tarefa de toda a sociedade, o que inclui os poderes públicos, as entidades não governamentais e as privadas, as associações, os conselhos, as comunidades, as famílias e os indivíduos. 

08 setembro 2011

Odontologia para Pacientes Especiais


Cristiane Medianeira Savian*
A prevenção de doenças bucais dirigidas a pacientes especiais é realizada principalmente, devido ao fato de apresentarem dificuldades psicomotoras que os impossibilitam de manter uma higiene bucal adequada.
Diante da possibilidade de se prevenir o surgimento da doença periodontal e da cárie dentária, através do controle da placa bacteriana, por ação mecânica de escovas dentais e a utilização de creme dental fluoretado, o desenvolvimento de um programa de educação e prevenção, com apoio dos familiares e cuidadores e quando necessário a adaptação de escovas dentais individualizadas, são condições geralmente necessárias para a ocorrência e melhora nos cuidados bucais dos pacientes portadores de necessidades especiais.
Os tratamentos odontológicos em pacientes especiais não visam apenas as técnicas odontológicas, e sim a integração multiprofissional e familiar proporcionando aos portadores de necessidades especiais sua integração plena na sociedade. Através da qualificação profissional, as dificuldades existentes em função da limitação físico-mental e social por eles apresentados, são contornadas e adaptadas para o êxito do tratamento odontológico no aspecto preventivo e curativo.
A visita frequente ao dentista é muito importante para o acompanhamento e manutenção das boas condições de saúde bucal dos pacientes com necessidades especiais.

* Autora: Odontopediatra CRO/RS 13946. Cruz Alta-RS